Remessa dos EUA para o Brasil: veja cuidados essenciais ao receber os investimentos da sua startup

Após um 2021 de recordes, os investimentos em startups no Brasil seguem aquecidos em 2022. De acordo com o mais recente estudo Inside Venture Capital, produzido pela plataforma de inovação aberta e transformação digital Distrito, só no mês de fevereiro, elas receberam US$ 763 milhões em investimentos, mais do que o dobro levantado no mesmo período em 2021, representando um aumento de 129%.

Segundo o estudo, o ticket médio cresceu em praticamente todos os estágios de captação. As startups em estágio inicial recebem aportes que podem chegar a até cinco milhões de dólares, mas, em média, elas recebem em torno de um milhão de dólares nesta fase, sendo que o valor varia de acordo com o negócio e com a habilidade dos (das) founders em vender seu sonho aos investidores.

Veja aqui um conteúdo completo sobre os desafios para Startups early stage captarem investimentos.

E como trazer esse investimento para o Brasil? Para receber os aportes dos fundos estrangeiros no país, é necessário que os (as) founders realizem uma remessa cambial. Nesse processo que, geralmente, traz dúvidas, listamos cuidados essenciais para facilitar o caminho.

1) Construir sua previsão de Fluxo de Caixa

Antes de fazer a remessa internacional, a startup precisa descobrir a quantia em reais suficiente para manter a operação brasileira por um determinado tempo. A prática mais comum entre as startups com investimento no exterior é deixar uma parte do aporte na conta em dólar e fazer a remessa em diferentes momentos. 

A melhor forma de descobrir esta quantia é por meio da construção da projetação de Fluxo de Caixa, ferramenta gerencial indispensável para a gestão financeira de qualquer negócio. O Fluxo de caixa é construído por entradas e saídas de dinheiro que já aconteceram na empresa e a projeção, por sua vez, é a estimativa dessas entradas e saídas de dinheiro que afetarão o caixa da empresa. 

Com os cálculos feitos, é hora de determinar a frequência das remessas, visando sempre não ter nenhum evento de estresse. Algumas empresas trazem recursos mensalmente, enquanto outras,  trazem recursos para um ano de operação.

Uma sugestão, de fundador(a) para fundador(a)? Realize duas remessas por ano. Assim, você evita pagar o custo do serviço da transferência várias vezes e preserva o caixa da sua empresa.

2) Escolher o parceiro de câmbio 

Para que a remessa se concretize, a startup precisa de um parceiro que a auxiliará com a operação cambial. No mercado há vários, como: bancos tradicionais, fintechs, correspondentes e corretoras de câmbio.

A transação geralmente exige o preenchimento de cadastro na corretora e no Sistema SISBACEN (via certificado digital e-CNPJ) em que o (a) founder precisa dividir documentos sobre ele (ela), sobre a empresa e sobre a operação (documentos que justifiquem a remessa). Independentemente da escolha de quem executará a operação, é imprescindível que o parceiro tenha a experiência necessária para realizar o serviço, evitando riscos para a startup no futuro. 

Além da obtenção de um bom preço/spread, é importante priorizar a experiência (levando em consideração também o atendimento prestado e a velocidade para trazer a remessa) durante e após a operação ser realizada. As empresas que realizam transações internacionais precisam cumprir uma série de exigências regulatórias perante ao Banco Central.

Por exemplo, ao receber a remessa, a empresa precisa realizar o RDE-IED que, segundo o Banco Central, proporciona o registro de investimentos estrangeiros diretos em empresas residentes no país. Além disso, é preciso fazer declarações anuais, como a Declaração Econômico-Financeira para empresas com ativo total e patrimônio líquido acima de R$ 250 milhões ou da atualização do Quadro Societário para empresas com ativo total e patrimônio líquido abaixo de R$ 250 milhões. É primordial que a startup tenha um parceiro que a acompanhe durante todo o processo.

3) Buscar ativos financeiros seguro no Brasil

Ao receber os recursos do exterior, as startups devem evitar deixá-los na conta corrente sem remuneração. Em fevereiro de 2022, a inflação (IPCA) atingiu 10,54% nos últimos 12 meses, corroendo o poder de compra em reais. Por isso, é recomendado que  empreendedores busquem ativos de baixo risco e alta liquidez. 

Por exemplo, o CDB (Certificado de Depósito Bancário), título de renda fixa emitido por bancos que pagam quantia aplicada mais o juros. Este título oferece uma liquidez diária e uma segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com cobertura de risco de R$ 250 mil reais para cada CPF ou CNPJ. 

Além disso, é importante evitar ativos de renda variável como investimentos em ações. Além de arriscado, não foi para essa finalidade que a startup recebeu investimentos e o investidor pode não gostar. 

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